sábado, 16 de maio de 2009

Av paulista II

Os aspectos comportamentais de freqüentadores da região são observados, a roupa leve, o olhar da garota de despreocupação, seu cão ao lado, algumas pessoas próximas, sem aglomeração ao redor, nos mostra um dos poucos momentos de sossego, que este pequeno mundo no centro de São Paulo, estava, o entardecer na Paulista, numa tarde de sábado.

O Mendigo, um dos vários que "vivem" por ali,
olhar baixo, talvez por se sentir exatamente assim, ou talvez a
procura de algo interessante caído pela rua.
Um copo na mão,os pés descalços, sua falta de higiene, pisando no
mesmo chão onde empresários e advogados pisam. Figuras como esta,
são facilmente encontradas e ignoradas na Avenida.


Fundação Casper Líbero, que reúne a TV Gazeta, a Rádio Gazeta,
Gazeta FM, os jornais A Gazeta e A Gazeta Esportiva, a Faculdade de
Comunicação Social Cásper Líbero e o Grupo Cidadania Empresarial.
Forma-se um paredão, um dos mais poderosos dali, causando um
impacto ao observar a beleza dos prédios, veículos e pessoas, passam a
todo momento ali, muitos deles, desviam o olhar para apreciar o
prédio, que é bem antigo e famoso.

...”AJUDE-ME, POIS NÃO POSSO TRABALHAR. QUALQUER QUANTIA É VÁLIDA. QUE DEUS ABENÇOE.”
Diz a folha, grudada na caixa que as pessoas devem depositar sua ajuda.
Um homem, com uma deficiência física, entregue ás más condições de sobrevivência, pedindo esmola. Um casal passa, uma garota passa, milhares de pessoas passam por ele, poucas ajudam, os carros não param, a vida não para.

Prédios, torres altas, luzes começando a acender, pois a noite está 'CHEGANDO", o trânsito que não pára, carros cada vez mais apressados para chegar ao seu destino, a velocidade é um pouco fora do normal. O sinal verde desperta liberdade de velocidade e ação em uma avenida tão movimentada e que faz a ligação entre dois extremos, paraíso e consolação. Ao mesmo tempo ao fundo nota-se o coração financeiro da cidade movimentando dinheiro mais rápido do que qualquer carro possa imaginar se movimentar.


Diariamente milhões de pessoas transitam pela Paulista, em um movimento caótico de massas humanas apressadas que já fazem parte do seu cartão postal, e temos esse torcedor que não se intimida com o trânsito atrás dele e faz pose para nossa câmera.

Ao longo do tempo novos prédios mais modernos são construídos, e mesmo assim ainda temos casarões antigos, apesar que não são todos os casarões que permaneceram ao longo o tempo, poucos que temos podemos visitar, conhecer e saber um pouco mais sobre a história de quando foi construído, e mesmo com esse contraste de duas construções de épocas diferentes, temos a Avenida Paulista mais bonita e sofisticada.

Esta foto mostra a correria da cidade e ao mesmo tempo a paz transmitida pela natureza. Esse contraste expressa tipicamente a cidade de São Paulo que é por definição uma cidade de contrastes. Mas não é só os motoristas que estão alheios a natureza. Esta também se mostra alheia aos motoristas. Ambos vivendo harmonicamente na sinfonia da cidade. Esta harmonia muitas vezes não é natural, mas gerada pelo próprio homem e suas leis, que se obrigam a criar espaços de conservação como esse no Parque Trianon. Esta artificialidade travestida de naturalidade é o que se observa em todas as relações socias e naturais em uma grande cidade.



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